ANTONIO LEMBO

Acervo Particular

 

Antônio Lembo

Rigoletto 1950

 

Antônio Lembo

O Guarany de Carlos Gomes 1951

Carmem Pimentel, Antonio Lembo e Clara Marise

Ópera Carmem de Bizet. temporada lírica internacional 1953

O Brasil fazia parte das temporadas líricas mundiais. Nos grandes teatros das principais capitais brasileiras apresentaram-se todos os grandes nomes da ópera mundial. Na década de 40 o Theatro Municipal era palco da "Temporada Lírica Oficial do Rio de Janeiro" com a participação de grandes nomes como: Maria Callas, Elisabetta Barbato, Beniamino Gigli, Leila Gencer, Helena Nicolai, Fedora Barbieri, Renata Tebaldi entre outras estrelas. Neste contexto, encaixa-se o barítono Antônio Lembo, que participou ativamente da "Época de Ouro" da ópera no Brasil.

Entre as décadas de 40 e 50, as grandes rádios também mantinham orquestras inteiras para acompanhar os "Reis do Rádio". Os programas transmitiam tanto a música erudita quanto a popular. Um dos grandes cantores da época era Antônio Lembo que além de barítono do corpo oficial do Theatro Municipal, participou ativamente da era do Rádio usando o pseudônimo de Mário Avelar.

A partir de 1957, com os preparativos da mudança da capital para Brasília e os enormes gastos para a sua construção, as verbas para a cultura do então Distrito Federal do Rio de Janeiro foram diminuindo, levando a cidade a uma decadência cultural. Começava aí um retrocesso para a música erudita e conseqüentemente para o canto lírico no Brasil. As temporadas líricas formam interrompidas com exceção de alguns espetáculos avulsos.

De 1957 até o fechamento para reformas do Theatro Municipal entre outubro 1975 e março de 1978 as temporadas regulares de ópera acabaram, contando apenas com alguns espetáculos montados com poucos recursos. A partir de então o Brasil tentava encontrar uma fórmula que retomasse o rumo das grandes montagens, porém, políticas públicas adotadas para as Artes Cênicas especialmente com A extinção do INACEN e a FUNDACEN pela desastrosa reforma administrativa do governo Fernando Collor de Melo terminou por quase extinguir a ópera no Brasil a não ser por iniciativas isoladas.

Neste cenário Antônio Lembo escreveu a sua história, agora compartilhada com o mundo através de fotos e documentos históricos de seu acervo particular, para que sirvam de referência para as novas gerações de produtores e artistas dando sua contribuição individual para a cultura brasileira e, em especial, para a ópera no Brasil.

 

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